CARRINHO ( )

Qual prancha levar para uma Surf Trip

A grande maioria dos surfistas que partem em uma Surf trip para fora do país vão em busca de ondas mais perfeitas do que as encontradas aqui no Brasil e também picos com menos “crowd” (menos pessoas pegando onda). As viagens normalmente permitem aos surfistas pegarem muito mais ondas boas do que pegariam se estivessem surfando por aqui, portanto, é uma maneira eficiente e muito prazerosa de evoluir seu Surf.

Como escolher a prancha ideal para a surf trip

Antes de marcar sua próxima surf trip, porém, é muito importante que você estude o destino e suas ondas, e entenda se realmente o destino vai atender à suas expectativas. Por exemplo, se você quer treinar pegar tubos, deve escolher destinos como Puerto Escondido, Indonésia, Fernando de Noronha, etc.. Agora se seu objetivo é melhorar a linha do seu surf, deve escolher lugares que tenham point breaks como: El Salvador, África do Sul, rio Nexpa, Maldivas, etc..

A escolha da prancha é o próximo passo. Uma vez que definido o destino e o tipo de onda a ser surfada, agora é hora de saber se o seu quiver está de acordo com as condições que vai enfrentar. Uma ótima ideia é conversar com amigos e conhecidos que já foram para o local e perguntar em detalhes o tipo da onda e que pranchas eles usaram por lá. Claro, que você deve colher essas informações e adaptá-las ao seu peso e nível de Surf.

Para tentar ajuda-lo um pouco nessa escolha, o comSurf fez um guia rápido que pode ser útil para orientá-lo na escolha do seu quiver para a próxima viagem. Dividimos os locais mais conhecidos por tipo de onda.                        

A primeira Surf trip: Costa rica, Peru.. 


Normalmente, na 1º Surf trip os surfistas brasileiros costumam ir para o Peru (central) e Costa Rica. São destinos razoavelmente baratos e que possuem ondas que lembram as brasileiras, porém mais perfeitas, e sem grandes riscos de se machucar com o fundo. São destinos interessantes para surfistas de nível intermediário, e também para os de nível avançado buscando custo/benefício.

Qual prancha levar para Costa Rica ou Peru:

As pranchas escolhidas devem ser semelhantes às pranchas usadas no Brasil, e talvez 1 prancha um pouco maior para encarar um Swell maior (principalmente no Peru). Procurar no comSurf em finalidade: no dia-a-dia. E para essa prancha maior em: ondas perfeitas. Quiver: 2 pranchas está ok, no máximo 3.

 

Surf-trip para Ondas de Point (linha):

El Salvador, Mexico (baja califórnia, rio nexpa, la Ticla, Salinas Cruz), Panamá, Chicama, Lobitos, Maldivas, África do Sul, Rincon, etc..


Aqui a pedida são as pranchas mais de alta performance, que chamamos no site comSurf, de ondas perfeitas. Essas pranchas devem ser usadas em condições boas de ondas, e é exatamente o que esses locais citados acima apresentam. Não é por acaso que muitas delas são usadas pelos profissionais nas ondas perfeitas do WCT. Além delas, o quiver pode e deve ser composto por uma prancha “dia-a-dia” que são pranchas com um pouco mais de volume e menos rocker para facilitar a remada e fluidez nos dias que esses lugares estiverem um pouco mais devagar.  E pode ter certeza que isso vai acontecer.

Quiver: 3 pranchas:

Qual prancha levar para El Salvador, rio nexpa, laticla ou chicama

2 pranchas para dia-a-dia e 1 para ondas perfeitas;

Qual prancha levar para África do Sul, Maldivas ou Salinas Cruz

2 pranchas para ondas perfeitas (aqui você pode pensar em 1 para ondas perfeitas “normal” e  1 step-up, ou seja, uma prancha um pouco maior para quando o mar estiver “do jeito”), e 1 prancha para o dia-a-dia.

 

Surf trip para Ondas Tubulares

Indonésia, Puerto Escondido, Nicarágua, Fernando de Noranha, Supertubos (Portugal), Havaí, tahiti, etc..

Todo tipo de classificação e generalização acaba pecando nos detalhes e com o Surf não é diferente. Muito difícil colocar todas as ondas citadas acima no mesmo “item”, porque elas tem tamanhos e “power” diferentes, mas a classificação tem o lado positivo de dar um “norte”, ou seja, ajudar na escolha do quiver. Embora as características dessas ondas sejam diferentes, para ondas tubulares as pranchas de performance, ou como chamamos no comSurf , finalidade: ondas perfeitas são as mais recomendadas.

Necessita-se de pranchas com bastante rocker, ou seja, com bastante curvatura no fundo, para que ela se encaixe na curvatura das ondas tubulares. As pranchas tendem a ser mais estreitas e finas para mudanças de direção com bastante velocidade. A rabeta mais usada é round ou round pin, entretanto, uma rabeta squash mais estreita também seja uma boa pedida, porque essas rabetas prendem um pouco mais a prancha e deixa ela no trilho da onda.

Quiver: de 3 a 5 pranchas

Qual prancha levar para Indonésia, Nicarágua, Fernando de Noranha ou Supertubos (Portugal)

Sempre que pensarmos em ondas tubulares, vale a precaução de ter uma prancha reserva, porque a chance de quebra é bastante grande. Para esse lugares vale ter 2 pranchas com a finalidade: ondas perfeitas de tamanho mais comum (6´0, 6´1, 6´2...) e pelo menos 1 stepup, ou seja, uma prancha para quando o mar estiver maior (6´3, 6´4,6´5,6´6...). 1 prancha finalidade: dia-a-dia pode ser acrescentada ao quiver para quando estiver pequeno nesses lugares, ou quando a maré estiver bastante cheia e as ondas um pouco menos cavadas.

Qual prancha levar para Havaí, Puerto Escondido, Tahiti ou Fiji

Nesses lugares o bicho pega, e são locais recomendados para surfistas de nível avançado com um bom preparo físico. Como são locais que podem quebrar desde 1 metro até 20 pés plus, o quiver deve ser maior e mais heterogêneo.  Para esses locais normalmente a stepup é a regra e deve-se ter no mínimo 2 dessas. Deve-se ter também pelo menos uma semi-gun (6´8 a 8 pés), e para os mais corajosos e experientes uma gun (acima de 8 pés), finalidade: ondas grandes. Para os dias menores, é sempre bom contar com uma prancha performance “normal”, ou como chamamos, finalidade: ondas perfeitas.

 

Prepare o quiver da sua surf trip no comSurf

Há muitos “picos de Surf” que podem conter mais de um tipo de onda, como é o caso do México, Austrália, Peru e muitos outros, mas mesmo assim, pode-se usar a idéia geral do guia acima como auxílio para montar o seu quiver.

Sobre as marcas, a grande maioria delas cobrem pranchas de todos os tipos para todas as finalidades. Entretanto, uma dica muito legal e valiosa, é saber a origem dessas marcas, e se por acaso o local da sua Surf-trip for residência de alguma dessas marcas, uma boa idéia é aproveitar o conhecimento local desses shapers e comprar uma prancha com a marca de lá. Por exemplo, se estiver indo para a Califórnia uma Rusty pode ser uma grande idéia. Se for para o Havaí, uma JC ou Tokoro vão funcionar muito bem. Para a Austrália, vale pensar em uma JS ou DHD.

A boa notícia é que atualmente você não precisa mais perder tempo e bater perna à procura de uma prancha dessas marcas quando estiver nesses locais. Você pode comprar ou encomendar essas pranchas agora mesmo no comSurf e já chegar no pico com o quiver pronto para entrar na água e maximizar o seu tempo de lazer com a coisa mais importante em uma Surf-trip, o Surf!! Boa viagem e boas ondas!!